


[Sobre Mim]
Rodrigo gosta das 16:30 às 17:30 em Fortaleza e
acredita no Karma como força da natureza.
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[segunda-feira, 5 de maio de 2008]
Na minha última ida a Macapá, para passar o feriado do dia do trabalho com um bando de desempregado, acabei indo parar, até meio contra minha vontade, no show do terceiro cd da Maria Rita, junto com uma pequena parcela da elite aristocrática local. Nem o clássico de meia hora do time B do Payssandu contra os veteranos do Remo no começo deste ano, que acabou empatado no 0 a 0, concentrou uma quantidade inferior de gente, o que possibilitou à mim e à minha parentada uma mesa bem próxima do palco, mesmo meu tio tendo comprado os ingressos mais baratos.
O mais legal da noite não foi ver o show de uma distância de cinco mesas, nem ter minha bebedeira ou meu ingresso patrocinado pelo meu tio. Mas sim, a presença exuberante da tímida e distraída Maria Rita, logo na chegada. Chegou no meio da introdução, abaixou o rosto, suas bochechas tomaram um tom rubro, ajeitou o cabelo para trás da orelha e cantou as cinco primeiras músicas sem falar mais nada, corando ao final de cada canção, enquanto eu ia me inebriando ao mesmo tempo com a cerveja e com sua presença de palco. Naquele momento o tempo parou.
Maria Rita vindo, o vento em seu rosto, oh, que bela visão. Que visão divina. Que surpresa! A música parou para dar lugar à trilha sonora de comercial de sabonete. Ela usava um blusa rosa, ou roxa, talvez verde, que lhe deixava a barriga de fora e, meu deus, que barriga! Que barriga!
Tanquinho, provavelmente fruto de alguma lipoaspiração, envolta por uma cútis morena, e com um umbigo perfeito que tanto me falta e, até poderia dizer, se fosse possível chegar mais perto, com um aroma fino, quase imperceptível, porém muito agradável.
Mas foi do meio pro fim que o show esquentou, na verdade verdade mesmo, só foi ficar bom mesmo na hora do BIS, quando a Maria Rita voltou, já com seu vestido que deixava à mostra seus belos par de pernas, e depois de muito suplicar, fez com que algumas pessoas fossem sambar no pé do palco. Não sou muito de dançar, muito menos sambar, mas eu estava bêbado e o palco batia no meu peito, logo pensei na oportunidade única de talvez conseguir brechar a calcinha da Maria Rita. Logo após o acorde final, enquanto algumas pessoas ficavam pedindo autógrafo ali mesmo e ela respondia que ia dar depois, quando descesse do palco. Eu já não estava prestando atenção ao show, às mulheres sambando, ao aperto, ao esfrega-esfrega, ao bafo que subia, ao calor insuportável, ao meu copo que havia caído, senão no contorno daqueles belos e singelos joelhos e daqueles grandes e estrábicos olhos. Ai, como eu amo mulheres de olhos grandes e estrábicos! Então eu esperei aquele momento em que todo mundo se cala e só o idiota fala alguma coisa estúpida e gritei:
-- GOSTOSA!
(e depois de um olhar de desdém com veneno)
-- DÁ UM TEMPO?
E foi embora do palco, me deixando sonhar com sua barriga, suas coxas e seus olhos de Marla Monise.
Ai, gente metida é uma merda?
Por Rodrigo Fernandes às [16:14]
4 JÁ ME XINGARAM